O conto que dá nome ao espetáculo é uma versão da lenda indígena da descoberta do fogo recontada pela escritora baiana Myriam Fraga e narra a história de um jovem guerreiro que é transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol.  Selecionado como “Melhor espetáculo Infanto-juvenil” de 2010 pelo Prêmio Braskem de teatro, o espetáculo traz a novidade da técnica de animação de sombras, linguagem ainda menos conhecida dentro do universo da animação de bonecos e resultado das recentes investigações teatrais feitas pela Companhia. Com trilha especialmente composta para a montagem pelo compositor Uibitu Smetak, a história ganha vida pelas mãos dos 4 atores animadores que fazem da grande tela de 6 metros o palco para as aventuras do índio Japú.

 

Local e ano de estreia: Salvador, 2010

Técnica: teatro de sombras animadas
Classificação: livre (indicado para maiores de 5 anos)
Duração: 50 minutos

 

VÍDEO

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Myriam Fraga

Direção, adaptação e bonecos: Olga Gómez

Coordenação, produção e desenho gráfico: Marcus Sampaio

Coordenação de manipulação e cenários: Fabio Pinheiro

Direção musical: Uibitu Smetak

Direção de cenas e narração: Osvaldo Rosa

Manipulação: Fabio Pinheiro, Maíra Valente, Isbela Trigo e Rafael Rolim

Projeto e execução de cenotecnia: Miniusina de Criação

Fotografias: Márcio Lima

Patrocínio: Funarte e FUNCEB, respectivamente pelos prêmios Myriam Muniz e Manoel Lopes Pontes

 

SINOPSE  (Myriam Fraga, em “A lenda do pássaro que roubou o fogo”, livro/disco, lançado em 1983)

Uma das muitas variantes do mito indígena da descoberta do fogo conta que um jovem guerreiro foi transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol. Ao retornar vitorioso, porém, em meio às festas e celebrações pelo seu feito, desfazendo-se o encantamento verificou, cheio de mágoa, que o tição de fogo, que trouxera no bico, havia-lhe calcinado a face, tornando-a uma máscara disforme à cuja vista todos fugiam. Inconsolável, pediu ao pajé que novamente o encantasse. Compadecido, o feiticeiro fez-lhe a vontade, transformando-o no pássaro chamado Japu ou Japuaçu, com plumagem verde-amarelo-alaranjada, que lembra a cor das labaredas, e um bico cinzento com a extremidade vermelha, recordação de sua viagem ao palácio do sol, de onde trouxe o fogo para os homens que o desconheciam.

 

REGISTROS DE CENA (Marcio Lima, 2010)

 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Cenário: tela especial de projeção medindo 6 x 3m
Boca de cena mínima necessária: 6 x 3m
Altura mínima do palco: 3,5m
Profundidade mínima do palco sem proscênio: 4m
Proscênio mínimo: 1m
Observação: necessidade de vara de cenário para suporte da tela de projeção entre o palco e o proscênio.
Iluminação:
 O espetáculo tem montagem de luz autônoma (retroprojetores) e não necessita de refletores ou mesa de luz.
Sonorização:
Trilha gravada em cd, necessidade de equipamento de áudio e amplificação de acordo com as características do espaço.
Tempo de montagem: 2 horas
Tempo de desmontagem: 1 hora
Equipe em viagem: 6 pessoas (4 animadores + 2 técnicos/apoio)
Peso do material cênico: 280kg
Peso cubado: 511kg
Lista de volumes:
Volume 01 – Peças de cenário
Volume 02 – Retroprojetor
Volume 03 – Retroprojetor
Volume 04 – Estante
Volume 05 – Tripés
Volume 06 – Praticável
Volume 07 – Praticável
Volume 08 – Caixa de madeira com bonecos
Volume 09 – Escada e tapete
Volume 10 – Case com silhuetas
Volume 11 – Mala com tela de projeção